1. Este livro
de Manuela Silva que aqui nos reúne constituiu-se como espaço de acolhimento de
um conjunto de textos que ao longo de seis anos, de 2003 a 2009, foram
mensalmente aparecendo em écrans de computador, em linha, ou on line no
site, ou sítio, da Fundação Betânia – criada por Manuela Silva e outras
pessoas. Aí puderam ir sendo abertos, lidos, reflectidos, ao ritmo de um texto
por mês: os “escritos do mês”: assim são nomeados, à semelhança de outros textos
de cariz também espiritual em diferentes épocas. Neste objecto-livro, estão
quase 70. São breves, de 2 a 3 páginas no máximo, escritos na 1ª pessoa --e nada
aqui autoriza separar essa voz da da autora. Nas suas palavras de introdução,
Manuela Silva aponta a diversidade de temas que ocupam e preocupam os textos. Ao
mesmo tempo, chama a atenção para a unidade de propósito que lhes dá coesão, o
que a leitura confirma. Com desassombro, Manuela Silva assumiu essa larga
intenção: a de lançar aos quatro ventos (os da Net) o que de outro Vento fora
ouvindo, com exigentes desafios e imperativos a uma mudança de vida: individual
e colectiva. Diz-se aqui que o livro vem atravessado por um “um fio condutor”, a
deslindar pelos leitores (homens e mulheres); e no aviso quanto à natureza de
esse fio diz-se que cada texto se liga ao seu lugar de origem: um lugar de busca
espiritual, cujo nome é Betânia. É a partir de aí que os textos nascem, na mão
de Manuela Silva.
Ainda no adro, o
título do livro chama a atenção, pelo seu carácter declarativo
inicial (quase exclamativa) – que tem uma força singular:
Ouvi do Vento.
A aliteração, com
efeito sonoro evidente, sobretudo por os dois vv se situarem em
sílabas tónicas consecutivas (ou-vi o ven-to),
dá eficácia à passagem do ar, do ar da vida e ar cósmico também,
de um vento real (VV), que é o da própria respiração expirada,
acentuando com isso o conteúdo de essa frase declarativa: “[eu]
ouvi do vento”. Repare-se que não é o vento que é ouvido, mas
algo que a partir do vento se ouve. Esta 1ª pessoa do título, é
a mesma dos textos e assume neles a responsabilidade por este
testemunho. O título, porém, deixa omisso o complemento directo
que o verbo OUVIR, por
ser transitivo, reclama. É um complemento longo: estas páginas,
resultantes do que a voz (mesmo sem que o vento se tenha
pronunciado) foi apercebendo a partir do vento.
Neste contexto,
a relação entre acto de ouvir e vento não pode deixar de evocar
diversos textos da literatura – portuguesa e de outras culturas,
religiosos e profanos, que tematizam e incorporam modalidades
infinitas do invisível vento, em poemas. Neles se figura essa
passagem materialmente imaterial do ar, que pode trazer consigo,
ou não, múltiplos sinais ou coisa nenhuma. Entre nós, por ex.
Manuel Alegre, na sua “Trova do vento que passa”, escreve:
“Pergunto ao vento que passa / notícias do meu país” e, nesse
tempo de ditadura, o que declara é que o vento não diz nada: “o
vento nada me diz;”.
Alberto Caeiro, num dos seus versos, tem esta espantosa
afirmação, verdadeiramente contemplativa: “E acho que só para
ouvir passar o vento vale a pena ter nascido”.
E ainda aquele vento, já sopro místico que perpassa por um dos
poemas de Tolentino, justamente intitulado “O vento”, como que
com-fundindo a marca ou traço individual com o próprio Ser do
Divino:
[…]
E pelas fagulhas da
luz reconheças então o vento
Vagaroso sobre o
gelo
Movendo-se para
apagar o teu próprio trilho.
Qualquer passagem
do vento exige pois acolhimento, deixando-o ressoar por dentro;
e também discernimento, para se reconhecer que vento é esse que
se move e nos move. Também na Bíblia surgem muitos ventos –
sopros, brisas, rajadas, que nem sempre são signos nem sinais.
Contudo, podem representar e ser indicativos da Presença Divina.
Nalguns casos, nesse seu ser imaterial, o vento surge como
figura do Espírito de Deus. Por ex. no “1 Livro dos Reis”
(1 R 19), Elias está à
procura do lugar onde a voz de Deus se ouviria. E, por ter
estado atento, soube decifrá-la na brisa suave que passava. No
episódio de Nicodemos (Jo 3)
diz-se que o vento / Espírito Divino “sopra onde quer”, “não se
sabe de onde vem nem para onde vai”. E essa indecidibilidade e
oscilação suscita a hipótese de no vento ser possível distinguir
algo mais que o seu passar. Se atenção houver, poderá mesmo ser
perceptível na imaterialidade do sopro uma presença de Deus,
enquanto Ausência presente, na expressão de alguns místicos.
Ora em Ouvi do
Vento está indirectamente inscrita essa sugestão, pelo facto
de o livro se mostrar a si mesmo, enquanto texto, como o
resultado material de alguém ter ouvido (algo) do
vento. Essa escuta, presente na prática de um “eu”, o
sujeito feminino que aqui fala, incitando outros à mesma
prática, nasce de uma forte convicção de no real haver mais a
ouvir que o real apenas, mais a entrever que a realidade deixada
a si mesma. Assim, título e textos deste livro proclamam a
possibilidade de se ouvir do vento, mesmo sem palavras,
algo, que pode ser o próprio Espírito de Deus – no
Cosmos, na Terra, no Mundo, em cada pessoa, nessa Presença que
passa, como o vento ou com o vento; que passa para, em todo o
lugar, mesmo se veladamente e de modo simbólico, mas nem por
isso menos real, se dar a ouvir. E mesmo se nunca o podemos
saber ao certo, é sempre possível tornarmo-nos espaços de
acolhimento dos sinais insuspeitados do Espírito. Eis a intenção
maior deste livro: por essa disposição interior intensa, numa
escuta silenciosa da silenciosa presença de Deus.
Por isso, num gesto
interpretativo que provisoriamente expande o título de Manuela
Silva, mentalmente incluo nele isso que fica em suspenso:
Ouvi do Vento, “e Deus estava nesse vento”.
2. Lendo o
livro à luz desta metáfora, o vento torna-se ingrediente
simbólico estruturante. E com ele, outro também: o chão –
pelo gesto literal e metafórico de colocar o ouvido no chão,
sugerido na epígrafe, de D. Helder Câmara, que ilumina o escrito
de Novembro de 2008. Assentar ou pôr o ouvido no chão é coisa
difícil, posição incómoda, e até de utilidade duvidosa. Contudo,
ao exigir suspender os outros sentidos, atribui prioridade a uma
escuta absoluta, particular, rente ao chão, junto à realidade,
em contacto directo e próximo com o real que todos os dias
sentimos sob os pés ou que, distraídas ou distraídos, pisamos
sem notar. E será que há vantagem em ouvir assim, de ouvido no
chão? Quem o fizer poderá por instantes ater-se a uma realidade
mínima, infinitesimal, focalizada nesse absoluto, num corpo a
corpo que permite ver o que existe e dar então o salto para o
Sentido para além do imediato. Por hipótese metafórica, o vento
traz ao chão a grande dimensão de um Horizonte.
Na epígrafe de
outro texto (Janeiro 2008),
essa de Daniel Faria, outra sugestão atravessa o livro. Em vez
do ouvido, este poema faz apoiar no chão o dia. Diz o poeta
(135):
Este é o dia novo.
Sei-o pelo desejo
De o transformar.
Este é o dia
transformado.
Pelo modo como
apoio este dia no chão.
O “dia
transformado” é neste poema pensado e enunciado como um tempo
apoiado no chão. Não se trata só do desejo de transformar o dia,
ainda na incerteza do que há-de vir ou está a vir vindo (como
diria Maria Velho da Costa): trata-se da estabilidade acordada
ao presente, como tempo da atenção, único tempo verdadeiramente
inteiro, porque só nele respiramos e somos. O tempo também em
que Deus, distante e próximo, está.
Cada texto a seu
modo é então essa espécie de exercício (intelectual e
espiritual), de atenção ao imediato e ao para além dele: ouvindo
do chão (mantenho a metáfora) as necessidades das pessoas, da
sociedade, do mundo. Sentindo aí, com uma inteligência vinda do
coração – como um dos textos o sugere (17-18,
2003) –, aquilo que faz falta, mas que poderá existir se
as coisas mudarem, isto é: se nós quisermos mudar as coisas.
Este movimento do
texto é de natureza profética, ao denunciar o que há e ao
anunciar o possível, através da decifração do que do Vento vem e
que nos transporta para além do imediato confinado, na procura
de esse Sentido maior que habita a realidade mas que a
transcende. Isto é aqui repetidamente acentuado.
3. Cada
fragmento tem um elemento desencadeador que tanto vem do título,
como da epígrafe, como de um acontecimento ou
referência que no seu corpo inclui. Consigo essas epígrafes
trazem uma constelação de autores – vozes de místicos, pessoas
de acção, papas, teólogos, poetas, académicos, etc., entre os
quais: Thomas Merton, Angelus Silesius, Jean-Yves Leloup, João
Paulo II, Paul Ricoeur, Tolentino, Daniel Faria, Ramos Rosa, D.
Helder Câmara, Leonard Boff, Anselm Grün, Bento XVI, além de
textos bíblicos também. (Curiosamente poucas são as mulheres:
Rosiska Darcy d’Oliveira, Suzanne Marineau e Rita Weemans são
excepções, embora haja três ou quatro citadas nos textos, entre
as quais Simone Weil.)
O Leitmotiv do
mês pode então ser um acontecimento – político (ataque
terrorista em Madrid) ou sócio-económico (desemprego que
dispara, acentuação da pobreza, crise financeira); uma
catástrofe natural e humana (um tsunami no Oriente), um nome ou
proposta vindo de livros, poemas, frases citados, evocados ou
incorporados no corpo do texto ou da epígrafe (O som do
silêncio, de Dürkeim). Com frequência se tornam motes uma
data marcante (o dia da Paz), um tempo litúrgico (Natal,
Quaresma, Páscoa), um ritmo comum no ano social (férias,
recomeço do trabalho).
A incidência da
reflexão faz-se sobre problemas e situações da sociedade
portuguesa, europeia ou do mundo e, nesse diagnóstico mensal, a
análise da realidade sócio-política, económico-cultural dá
especial ênfase à escuta das necessidades mais prementes dos
seres humanos, numa escala que vai do local e individual ao
nacional, mundial, e colectivo ou vice-versa. Manuela Silva
congrega aí elementos de grande actualidade e precisão. E como
já Congar o sugeria nos anos 50, na maioria dos casos a análise
feita é convergente com a daqueles que, não sendo cristãos, têm
também por horizonte uma noção partilhada de bem comum e do
destino universal dos bens (já papalmente afirmado, pelo menos
desde a Pacem in Terris).
Dentro da
diversidade de temas e problemas, sobressai tudo o que causa ou
é coadjuvante da desordem social existente e das desigualdades
gritantes entre as pessoas. E este campo do olhar torna-se quase
uma obsessão destes textos. Quase nenhum deixando de mencionar
os factos, acentuando a gravidade da situação e interrogando
esses dados nas suas causas e nas suas consequências para a vida
colectiva e individual. As interrogações formuladas são
estruturantes, visando alterar a vida de cada pessoa, no seu
estilo (144) e opções.
Desta forma se potencia a consciência crítica de quem lê,
chamando-a à responsabilidade de intervir.
Assim, perante a má
repartição da riqueza (84, 11,
195), a corrupção (36),
a injustiça, o empobrecimento crescente da maioria
(81), o desemprego
exponencial, a exclusão social
(84), a violência (66),
desgaste do planeta e seus recursos
(104), etc., há que optar
por um estilo de vida simples
(144), por uma exigência ética
(196), e sobretudo, pela
ética do apenas necessário
(90-91). Ou, perante uma cultura dominante hedonista,
consumista, guiada por um materialismo prático, dominada pelo
marketing, vergada ao stress, individualista e
egoísta, haverá que assentar a existência numa outra esfera
(192-193) que torne a
vida mais luminosa. Ou
ainda, perante a “insolidariedade” e a ausência de causas comuns
mobilizadoras, há que ter a coragem de uma “indignação pacífica”
(172), de uma “compaixão
criativa” (36), de
solidariedade para com os mais frágeis
(40), na partilha (40),
assentando assim as bases para um empenhamento colectivo”
(120) que leve à paz
social (145) fazendo do
“bem comum” o fulcro da vida
(183; 174) de todos. A intenção é pois desafiar à
implicação de cada vez mais cristãos nas decisões que levem a
uma sociedade e a um mundo de justiça, solidariedade, paz
social.
Deste modo quase
não parece pensável, alguém, qualquer de nós, ler e ficar
tranquilo, sem se erguer para dar resposta de corpo inteiro a
esta convocação.
4. Este fio
de uma mudança estrutural do mundo e da sociedade, entretece-se,
no tear dos textos, com um outro que é o seu suporte: um fio
interior fino e forte que é o da mudança de consciência em cada
pessoa. Está no avesso do tecido e é onde o direito se apoia.
Nesse avesso, este segundo fio mantém a reflexão sobre a vida,
interrogando-a e desinquietando-a a partir dos acontecimentos,
das perguntas que interiormente invadem ou da Palavra bíblica.
Num close-up
dirigido ao coração de cada um, alguns dos textos
pretendem chegar ao nível profundo da consciência, apelando a
que cada um mantenha a sede de infinito que em si habita
(141-142), “a dimensão
invisível e transcendente da existência”
(127), o seu movimento
para a verdade, o bem, a beleza
(105), a sua
centralidade no essencial (13).
A exigência é aqui a de espaços de silêncio no quotidiano
(27, 49, 74), espaços
para se ser e se estar (133),
tornando-se cada pessoa assim verdadeiramente si própria
(61), segundo Jean-Yves
Leloup aqui citado (52),
– e parafraseio: para que como o regato não nos percamos da
união ao oceano. Ser e estar, aliás, aparecem como
verbos fundantes deste percurso, em contraposição a ter,
parecer, aparecer, tidos como característicos da
superficialidade do humano.
Ora este fio (ou
rio) está sempre a cruzar-se com o outro que o enquadra, porque
a fidelidade ao mistério que nos habita
(73) tanto acontece pelo
discernimento dos próprios desejos
(51), das personalidades
ou máscaras (digo eu) que nos habitam, como pela atenção
absoluta e a interrogação sobre o que à volta de nós existe
(22) e o que poderia vir
a existir (penso aqui em Bernard Shaw).
A mudança entrelaça
pois duas vertentes – tantas vezes conjugadas como antagónicas:
ou se mudam as estruturas para que depois se mudem as
mentalidades ou se muda cada pessoa e as mentalidades, sendo
depois transformadas por elas as estruturas. Mas aqui não: estão
implicitamente articuladas e quase inseparáveis as condições
objectivas (a sociedade e suas estruturas) e as condições
subjectivas (a pessoa e suas atitudes): caminho espiritual e
intervenção na sociedade, trabalho interior e prática social, fé
e transformação do mundo. É que a mundividência subjacente a
estes escritos faz assentar a fé na co-responsabilidade
dos cristãos pelo destino do mundo, coincidindo aqui com a visão
que Schillebeeckz nos anos 60 já expressava como uma “fé
intra-mundana”.
Por isso se fala em
simultâneo de mudança social e de conversão do coração: deixando
o egoísmo (67) e a
“insolidariedade” (79),
em direcção a uma humanidade mais humana.
É particularmente
insistente o tom incoativo do princípio ao fim do livro,
atravessando as próprias formas de questionar a vida e de instar
à reflexão, como nestes segmentos de frase se nota:
“Será que esgotámos
a nossa indignação?” (60), “Que me cabe fazer?” (55),
“Será que
interiormente nos tornamos mais livres?” (76)
“Como lidamos com
os nossos desejos?” (80), “o que me faz correr?” (142) etc.
“é oportuno que nos
interroguemos” (182),
“por que não
fazê-lo agora?” (39)
“Por onde passa a
minha opção de vida? Servir ou servir-me?” (130)
E ainda mais
pragmáticos e propositivos são os apelos directos à acção. A
tonalidade claramente normativa parece seguir um imperativo
categórico cristão, o que é particularmente interessante hoje
nas sociedades ocidentais que ostentam atitudes opósitas a esta,
com o tom dominante do chamado pensamento fraco - il pensiero
debole -, a condescendência ou a leveza de uma mera sugestão
não-comprometedora.
Nestes textos, não:
deparamos com uma força moral que se impõe, palpável até na
frequência de verbos como “dever” ou “ter de”, conjugados em
várias pessoas e no presente do indicativo:
“critérios seguros
a que podemos (devemos!) submeter o discernimento” (80); “Assumo
como dever” (81), “a nossa protestação tem de ir mais além”
(83), “nosso dever para com o futuro” (102), “podemos – e
devemos – ser regeneradores esclarecidos” (126)
5. O
desígnio dos textos soltos e agora do livro parece ser o de
oferecer orientação espiritual aos seus destinatários –
provavelmente a cristãos exigentes que procuram crescer na sua
atitude cristã . Orientação perante encruzilhadas variadas,
tanto no confronto com os vários “eus” que em si convivem como
com os seus mais díspares desejos
(53), com o propósito de
guiá-los nesse percurso interior. Para tal, os textos suscitam
esses espaços de silêncio, já atrás mencionados, que permitem
deixar pousar o que a cada instante dispersa as emoções e a
mente.
Pela metáfora, o
título coloca-nos, como vimos, diante da escuta do vento ou do
sopro do Espírito ouvido do vento, que acontecerá na
circunstância de habitarmos responsavelmente o mundo
(49). Colocar o ouvido no
chão e abrir o ouvido ao vento são condições possibilidade para
aprumar a consciência e assim erguer a vida e a voz ao seu mais
alto potencial em nome do bem comum e na abertura ao Espírito de
Deus. Nesse sentido podemos ler este livro como um conjunto de
linhas de orientação das consciências e de vida espiritual.
E se quiséssemos
agora identificar o tal fio unificador nomeado na
introdução ao livro, poder-se-ia notar essa anunciada
coincidência com o propósito de Betânia de revitalizar
interiormente, de abrir a uma cultura de empenhamento e
responsabilidade (14)
Da sua apresentação leio as primeiras linhas:
Betânia quer ser um convite ao repouso e ao
recentramento no essencial, para que seja possível espreitar novos horizontes e
decantar as perguntas que sempre assomam na nossa existência.
Vivemos num mundo fragmentado e com ritmos que
não são propícios à unificação do ser profundo. Betânia quer alimentar a busca
pessoal de caminhos que conduzam à profundidade do ser e entrecruzar
experiências neste domínio. […] (13)
Termino com um voto: possa cada uma e cada um de nós sintonizar a sua escuta do
mundo e da vida com esse Vento, figurado e ouvido nestas páginas, a ponto de já
não saber nem se conhecer a si mesmo senão no próprio Vento.
Manuela Silva. Ouvi do Vento. Lisboa:
Pedra Angular, 2009.